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Blog  ·  12/08/2020

As 5 coisas que você precisa saber sobre a Nova Tarifação da CASAN

O novo modelo de tarifação passou a valer a partir das faturas de abril de 2020 e deve ser tendências nas demais companhias de saneamento do estado.

A ARESC (Agência de Regulação de Serviços Públicos de Santa Catarina) tem como objetivo assegurar a adequada prestação dos serviços de energia elétrica, gás canalizado, recursos minerais e saneamento básico no estado de Santa Catarina e esteve à frente do processo de desenvolvimento e aprovação do novo modelo para a cobrança de água aplicado inicialmente na CASAN. Este modelo deve se tornar referência para outras companhias de saneamento e tende a se tornar predominante no estado.

Veja abaixo quais são os principais pontos que devemos estar atentos daqui para frente.

 

#1 Como funciona?

 

As principais mudanças são a extinção da tarifa mínima que corresponde a uma franquia de consumo de 10 m³ por unidade, a criação de uma taxa fixa por unidade e também a alteração dos valores das faixas de consumo. Um condomínio de 10 unidades que consome 130 m³, pagava o valor aproximado de R$ 700,40 (100 m³ x R$ 4,52 + 30 m³ x R$ 8,28) e passou a pagar R$ 764,20 (100 m³ x R$ 1,96 + 30 m³ x R$ 9,11 + 10 unidades x R$ 29,49 de taxa fixa). Para considerar a cobrança pelo esgoto, os valores devem ser multiplicados por 2 (CASAN calcula 100% de esgoto).

 

#2 Quem vai pagar mais barato?

 

As unidades que consumirem abaixo de 8 m³ vão pagar mais barato. De acordo com a ONU, sabe-se que é possível viver em condições confortáveis com 110 litros de água por pessoa por dia. Portanto, para unidades com até 2 habitantes, a mudança pode representar economia financeira. Mas, sabemos que na maioria das unidades residenciais moram mais do que 2 pessoas. Por isso, cada m³ economizado passa a ser ainda mais importante para o custo final da fatura, visto que a franquia vai deixar de existir e que o custo do m³ vai aumentar para consumos acima de 10 m³.

 

#3 Por que essa mudança é importante?

 

É fato que a água tem seu ciclo, e que não vai acabar. Apesar disso, ela vai se tornando cada vez mais “suja” à medida que a utilizamos e, por consequência, o custo de tratamento aumenta para alcançar os padrões exigidos para torná-la potável. Quanto mais água utilizamos (sujamos), menos tempo o ambiente tem para dissolvê-la e recuperá-la e assim precisamos tomar medidas drásticas de tratamento ou investir em infraestrutura para trazer água de melhor qualidade de outro manancial. Medidas econômicas como essa são necessárias para trazer o olhar das pessoas para a importância do uso consciente e minimalista do bem mais precioso que temos, a água.

 

#4 Por que os condomínios estão “sofrendo” mais para se adaptar?

 

O novo modelo é mais punitivo quando se trata de consumos acima de 8 m³ por unidade, elevando-se quase que exponencialmente conforme o aumento do consumo. Para garantir a justiça social em que os condôminos que gastam menos não sejam punidos por aqueles que gastam mais, o controle do consumo e a gestão interna das cobranças se torna um ponto muito mais sensível dentro do condomínio. Por isso, muitos condomínios estão optando por procurar assessorias especializadas para que a gestão da água seja realizada de forma a trazer benefícios aos condôminos e facilidades aos gestores.

 

#5 O que fazer para ter maior controle do consumo de água?

 

Para garantir que o custo da água não se torne um problema, dentro dos condomínios, os síndicos e zeladores passam a ter um papel ainda mais importante no controle ativo dos consumos e vazamentos. Hoje existem no mercado equipamentos e serviços que auxiliam os moradores e síndicos a aprimorarem a gestão da água e ter um controle diário do seu consumo via web, alguns podem inclusive emitir alarmes, como os de vazamento.

Com o novo modelo, cada gota conta no bolso, fique atento e informe-se!

 

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